Hoje é dia de eleição.
Acordei sem ouvir um pio na rua.
Bem... Isso é relativo, levando-se em consideração que até essa quarta feira que passou, meu despertador era o jingle de um candidato a vereador que tem um comitê aqui do lado de casa.
Enfim, levantei, comi, fui fazer um vetor no bendito e inseparável Corel.
Daí que, apenas lá para 12:00 resolvi ir à minha Zona Eleitoral votar. Incrível como na rua, a história era completamente diferente da imagem que tinha na cabeça, por não ouvir MUITO barulho.
Sob o sol quente e um asfalto provavelmente escaldando, pessoas passavam para todos os lados que se olhasse. Os garotos do "bába" estavam corajosamente descalços, procurando um espaço onde pudessem jogar... Mas quer mesmo saber?! Não tinha como criar bolhas nos pés! O asfalto era uma passarela formada por santinhos de candidatos.
Era um carro passar e lá estávamos nós numa verdadeira chuva de papéis. Fora isso, nada mais chamava a minha intenção. Por precaução, a cada 20 passos relembrava o número do candidato a vereador, só pra não chegar na hora e inventar de esquecer.
Fui ao encontro da máquina de votação. Fiz a minha parte.
Quando voltei, tive uma experiência digna de dar crédito a todos os que dizem que essa é a terra do Carnaval.
Haviam pessoas por todos os lados sim. Mas elas cantavam, dançavam, tomavam água de côco, cerveja, ou outra coisa qualquer. Os bares tocavam a música alta, convidando-lhe a se juntar à galera animada . Tive até que me desviar de um grupo, precavendo-me de uma repentina puxada para dançar forró.
E nesse trajeto mais animado aos meus olhos, mais papel voava...
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